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ensino religioso
13 de abril de 2017

Governo exclui ensino religioso da base nacional curricular

O ensino religioso foi excluído da nova versão da base nacional curricular, documento que servirá como referência para o ensino das escolas públicas e particulares de todo o país. Presente nas duas primeiras versões, a matéria foi retirada da última edição do documento, que foi entregue na quinta-feira (6) ao Conselho Nacional de Educação, órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC).

Anteriormente o projeto da base indicava diretrizes para o ensino religioso tanto nos anos iniciais quanto finais do ensino fundamental. Em um dos trechos, o documento explicava que “a escola, diante de sua função social, pode contribuir para a promoção da liberdade religiosa e dos direitos humanos, desenvolvendo práticas pedagógicas que enfrentem e questionem processos de exclusões e desigualdades, e que encaminhem vivências fundamentadas no conhecer, respeitar e conviver entre os diferentes e as diferenças”.

No novo documento, o MEC afirma que a área foi excluída para atender o que diz a Lei de Diretrizes e Bases, que define as normativas da educação no país. A lei determina que o ensino religioso “constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”, mas que a definição dos conteúdos cabe aos sistemas de ensino, “assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil e vedadas quaisquer formas de proselitismo”.

De acordo com a Folha de São Paulo, a diretriz aponta que os municípios e Estados são responsáveis pela competência do tema. “Não cabe à União estabelecer base comum para a área, sob pena de interferir indevidamente em assuntos da alçada de outras esferas de governo da federação”, informa a nova versão da base. A nota lembra ainda que a matrícula em ensino religioso é optativa ao aluno, apesar de a oferta ser, em tese, obrigatória pelas redes.

Eduardo Brasil, secretário do Coner (Conselho de Ensino Religioso do Estado de São Paulo) acredita que o projeto é um retrocesso. “A base [anterior] era um avanço com a possibilidade de desconstrução do ódio religioso. Não há como negar que a cultura muçulmana tem uma influência no mundo gigantesca. Ou que guerras que estão acontecendo têm como pano de fundo religiões. A única maneira de acabar com o preconceito é conhecendo a religião do outro.”

Estudo torna-se opcional

O secretário de educação básica do MEC, Rossieli Silva, diz que a exclusão do conteúdo ocorre devido ao fato do ensino religioso não ser obrigatório. “Entendemos que, diante de todo o quadro, e do Estado sendo laico, isso deve ser uma discussão direta do currículo dos sistemas [de ensino]”, declarou.

Para Valmir Biaca, professor de ensino religioso e técnico-pedagógico da Assintec (Associação Inter-Religiosa de Educação), do Paraná, há desconhecimento no país sobre o que deve ser visto, de fato, como ensino religioso. “Vemos o ensino religioso como área de conhecimento, e que trabalha conteúdo, não religião. Religião é igreja, escola é conhecimento. O que para a igreja é objeto de fé, para nós é conhecimento. Muitos são contra por não saber disso”, diz.

Nos últimos meses, a abordagem de ensino religioso na base curricular já era alvo de disputas durante a construção do documento, o que fez ganhar força a ideia de retirada, segundo especialistas que acompanharam as discussões.

Fonte: Gospel Prime.

21 de março de 2017

Descobertas arqueológicas lançam luz sobre vida na época de Jesus

A Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) apresentou neste domingo (19) dezenas de objetos que datam do século I. Os estudiosos creem que isso poderá ajudar a se compreender melhor a vida na época de Jesus Cristo.

O variado material, descoberto recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, inclui vasos, utensílios de cozinha, restos de lagares para o vinho, ossuários com inscrições em hebraico e até pregos usados nas crucificações.

Gideon Avni, diretor da divisão arqueológica da AAI, explicou à imprensa: “Agora, podemos descrever de forma muito precisa a vida cotidiana desta época, desde o nascimento, através dos costumes alimentares e das viagens, até a morte, com os ritos funerários”.

Segundo ele, nos últimos 20 anos avançou-se muito na compreensão de como as pessoas viviam nos dias de Jesus. “A cada semana são descobertos novos elementos que permitem conhecer melhor este período”, comemora. Avni também ressaltou que foram encontrados, em alguns ossuários, “nomes de personalidades conhecidas graças aos textos desta época”.

Vasos de Vinho dos tempos de Jesus
Vasos de vinho descobertos recentemente na região de Jerusalém e na Galileia, onde Jesus viveu, segundo a tradição, e apresentados pela Autoridade de Antiquidades de Israel. (Foto: Menahem Kahana / AFP)

Atualmente, a Autoridade possui um acervo com mais de um milhão de objetos descobertos em escavações. Todos os anos eles recebem cerca de 40 mil novos, vindos de 300 lugares em Israel.

“O essencial para nós é poder compreender muito especificamente o modo de vida da época de Jesus, do nascimento até a morte”, ressaltou o arqueólogo. Ao falar sobre a pessoa de Cristo, Avni ressalta disse que não há razão para duvidar que Jesus tenha existido somente por que os arqueólogos não encontraram provas físicas sobre sua passagem pelo mundo.

Há registros sobre ele e sua influência, mas muitos historiadores rejeitam os relatos bíblicos como fatuais, por isso acreditam que não sejam o suficiente.

Yisca Harani, uma estudiosa israelense do cristianismo, disse ao Times of Israel que a falta de evidência física sobre Jesus é um “mistério trivial”.

“Por que esperar que na antiguidade haveria alguma evidência de sua existência?”, disse Harani. “É a realidade da vida humana. São governantes ou militares que sempre tem sua memória inscrita em pedra e artefatos”. Ela acredita ainda o que maior testemunho de Jesus “são as suas palavras”.

Fonte: Gospel Prime

13 de julho de 2016

Estudo científico afirma que perdoar faz bem à saúde

Segundo um estudo realizado por pesquisadores da Luther College e da Universidade da Califórnia perdoar faz bem à saúde por proteger as pessoas dos males causados pelo estresse.

Para chegar à essa conclusão, os pesquisadores entregaram questionários para 148 jovens adultos para avaliarem os níveis de estresse durante a vida, a tendência para perdoar e a saúde física e mental de cada um.

Com o resultado, os estudiosos identificaram que mesmo passando por níveis de estresse, os problemas físicos e mentais não apareciam em quem conseguia perdoar (a si e aos outros).

O professor de psicologia na Luther College, Loren Toussaint, afirmou que nos indulgentes os efeitos maléficos do estresse desapareciam. “O ato de perdoar funciona como uma espécie de amortecedor contra o estresse. Se você não tem tendência para perdoar, sente os efeitos brutos do stress de forma absoluta”, disse ele que é o principal autor do estudo.

O estudo não é suficiente para dizer que o perdão protege a saúde, porém com ele é possível afirmar que as pessoas tolerantes conseguem lidar melhor com as adversidades da vida e reagem de forma mais suave diante das situações estressantes do dia a dia.

“O perdão elimina a conexão entre estresse e doença mental. Eu acho que a maioria das pessoas quer se sentir bem e o perdão lhes oferece essa oportunidade”, conclui Toussaint.

A pesquisa foi publicada no periódico científico Psychology Journal of Health, citado na revista americana Time e também na revista Veja.

3 de junho de 2016

Mais de 1 milhão de cristãos fugiram do norte da Nigéria

O Bispo de Kafanchan, Dom Joseph Bagobiri, apresentou na sede das Nações Unidos em Nova Iorque (EUA), um relatório sobre a morte e perseguição aos cristãos na Nigéria. O documento intitulado de “O impacto da violência persistente na Igreja no norte da Nigéria” mostra que entre 2006 e 2014 fora 11.500 cristãos mortos e mais de 1,3 milhão que fugiram daquela região do país.

A violência promovida pelo grupo terrorista Boko Haram atingiu principalmente os moradores dos estados de Borno, Kano, Yobe e Adamawa. Com medo, os cristãos se instalaram em estados com maior número de cristãos como Plateau, Nassarawa, Benue e Taraba, no chamado “cinturão do meio” (Middle Belt) do país e também em Kaduna, no Sul do país.

Mas segundo o relatório, essas regiões também se tornaram perigosas por conta dos ataques dos Fulani. “Nessas áreas, os pastores Fulani (muçulmanos) aterrorizam incessantemente diversas comunidades”, disse Bagobiri. O religioso diz também que em algumas cidades o que aconteceu com os cristãos foi um verdadeiro genocídio.

“Nestas áreas, os pastores Fulani aterrorizam incessantemente diversas comunidades, varrendo do mapa algumas, e em locais como Agaru, no Estado de Benue e Gwantu, e Manchok no Estado de Kaduna, estes ataques assumiram o caráter de genocídio, com 150-300 pessoas mortas em uma única noite”, denuncia.

Diante desses dados, o bispo católico fez um apelo para que a comunidade internacional faça pressão para que o governo da Nigéria garanta liberdade religiosa aos cristãos e outras minorias religiosas que estão sofrendo com os muçulmanos radicais.

Fonte: Gospel Prime

2 de junho de 2016

Cristãos só podem ir uma vez por ano à igreja em território turco

Os cristãos que vivem no norte da ilha de Chipre, no território controlado pela Turquia, somente poderão frequentar a igreja uma vez por ano: no Natal ou na Páscoa.

O governo turco afirma que a decisão foi tomada por motivos de segurança, mas a ONU afirma estar seriamente preocupada com o efeito disso. Acreditam tratar-se de uma restrição da liberdade de culto.

Desde o fim da guerra 1974 entre Grécia e Turquia, a parte norte de Chipre ficou sob controle turco e a maioria da população é muçulmana. As igrejas cristãs foram quase todas destruídas.

Os cristãos de origem grega vivem majoritariamente no sul do país, mas desde 2013 muitos migraram para o norte por causa da crise grega. A divisão entre as duas partes da ilha faz dessa nação um dos lugares mais politicamente controversos do mundo.

Mustafa Lakadamyali, subsecretário do Ministério das Relações Exteriores, afirma que a restrição foi imposta para evitar “a exploração da direita religiosa”, alegando que as autoridades não podem oferecer segurança aos frequentadores das igrejas.

Após reunião com autoridades turcas, Espen Barth Eide, representante da ONU, afirmou que não concorda com “a nova política restritiva” da Turquia. Uma organização não-governamental (ONG) que trabalha na região também criticou a decisão, descrevendo-o como um “duro golpe” na comunidade cristã do Chipre. Com informações Gospel Herald

1 de junho de 2016

Perseguição contra os cristãos aumentou 700% na China

A perseguição contra os cristãos na China ficou sete vezes maior na última década. De acordo com o último relatório da missão China Aid, desde 2008 é possível ver um aumento constante nos casos de prisões de líderes, fechamento e demolições de templos.

De fato, as comunidades religiosas na China vivem o mais intenso ano de perseguição desde a Revolução Cultural (1966-1976), quando o país passou a adotar o sistema comunista.

Nos tempos de Mao Tsé-tung, o ateísmo foi um dos pilares para o estabelecimento da República Popular da China. Contudo, sua tentativa de exterminar toda forma de religião no país fracassou.

Ao longo das décadas seguintes, houve uma tentativa do Estado de assumir o controle das igrejas do país. A questão religiosa passou para segundo plano, enquanto o país mais populoso do mundo passava por profundas mudanças sociais e econômicas. Na década de 1970, Pequim anunciou que desistiria de tentar erradicar a religião organizada.

Com a ascensão do presidente, Xi Jinping, o discurso mudou. Segundo ele mesmo, a “gestão da religião é, em essência, a gestão das massas”. Atualmente, o país está entre os que mais perseguem os cristãos no mundo, segundo a missão Portas Abertas. Estima-se que 90% das cruzes de igrejas consideradas “não oficiais” tenham sido retiradas à força.

O relatório publicado pela China Aid afirma que embora budistas e muçulmanos sofram represálias, os cristãos estão sendo mais perseguidos, espancados e torturados do que nunca.

Somente no ano passado na província de Zheijang, mais de 20 igrejas foram demolidas, 1.300 cruzes removidas, mais de 500 cristãos levados pela polícia, pelo menos 130 cristãos sendo agredidos pelas autoridades e 60 cristãos estão presos, sendo pelo menos 28 pastores. A maioria não é acusada de nenhum crime, a não ser o de defender a fé cristã.

Apesar de tudo isso, cristianismo continua crescendo em solo chinês. Oficialmente, existem hoje cerca de 100 milhões de cristãos no país mais populoso do mundo. Estudiosos acreditam que o número pode ser 3 vezes maior. Ao mesmo tempo, os membros do Partido Comunista Chinês totalizam 86,7 milhões, sendo que a maioria é comunista só de nome. Com informações de Release Internacional

1 de junho de 2016

Nova secretária de Política para Mulheres é contra o aborto

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, apresentou nesta terça-feira (31) a ex-deputada Fátima Pelaes como nova secretária de Políticas para Mulheres, órgão ligado ao ministério. Além dela, Moraes apresentou o perito Celso Perioli para a Secretaria Nacional de Segurança Pública e a procuradora Flávia Piovesan para a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, cuja nomeação já havia sido anunciada.
A apresentação ocorreu durante reunião com secretários de Justiça dos 26 estados e do Distrito Federal, convocada para discussão do Plano Nacional de Segurança Pública. O presidente em exercício Michel Temer participou da abertura da reunião.

A secretária Fátima Pelaes com o presidente em exercício Michel Temer no Palácio do Planalto. Contrária ao aborto, Pelaes escreveu leis em favor de presas e domésticas

Na ocasião, o governo confirmou a criação de um núcleo, dentro do Ministério da Justiça, especializado em ações de proteção à mulher, que visa estimular a maior notificação às polícias de casos de violência. A criação do órgão foi anunciada após o episódio de estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro.
Posição sobre aborto
Socióloga e ex-deputada federal pelo Amapá, Fátima Pelaes (PMDB) é próxima a Temer e ocupava a presidência nacional do PMDB Mulher, um dos núcleos do partido.
Pelaes foi da bancada evangélica e defende posições mais conservadoras que as da anterior secretária de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci.

Durante a atuação parlamentar, ela se manifestou contra o aborto numa sessão que discutia proposta que visava concessão de uma bolsa a mulheres que engravidem após estupro. O projeto também garantia ao nascituro assistência pré-natal e encaminhamento para adoção, se fosse a vontade da mãe.

“Nós enquanto representantes do povo brasileiro, temos que pensar que direito nós mulheres temos de tirar uma vida? […] Como é que nós queremos tirar essa vida ali no seu início? Nós não podemos permitir isso”, afirmou, durante sessão na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

Na mesma comissão, Pelaes afirmou que nasceu de um estupro que a mãe dela sofreu dentro da penitenciária, quando “cumpria pena por um crime passional”. “Ela chegou a pensar sim no aborto, porque não se via saída […] Ela não teve como fazer, pediu perdão para mim, depois que eu já estava adulta. E hoje eu estou aqui podendo dizer: a vida começa na hora da concepção sim. Porque se há muito tempo atrás ela tivesse feito isso [aborto], nós não estaríamos aqui”, afirmou a então deputada.

“A gente pode dizer, ‘mas foi o seu caso’. Mas quantos outros… Dá-se um jeito. Consegue-se sobreviver. Não é fácil, mas é possível”, afirmou Pelaes, na ocasião, sobre a gravidez por estupro.
Na ocasião, ela lembrou que já teve posição a favor do aborto. “Eu já estive também em alguns momentos, nesta comissão, dizendo que toda mulher tem direito e que a vida não começa na concepção. Mas eu precisava ser curada, ser trabalhada, porque eu estava com trauma, eu não conseguia falar disso. Hoje eu posso”, afirmou.

Projetos

Como deputada federal, Pelaes foi autora de projeto de lei, aprovado em 2009, que obrigou penitenciárias para mulheres a construir seção para gestante e parturientes, além de creche para crianças com idade entre seis meses e sete anos.

A ex-deputada também propôs a mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que garantiu às empregadas domésticas direito à licença-maternidade de 120 dias, sem risco de perder o emprego ou parte do salário.
Estupro coletivo

Na semana passada, Pelaes divulgou nota em que pedia punição dos responsáveis pelo estupro sofrido por uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro. Em depoimento, a vítima disse que foi dopada e violentada por mais de 30 homens. Imagens dela nua e desacordada foram divulgadas em redes sociais.
“Nosso respeito e solidariedade à família desta jovem que como tantas mulheres sofre a violência do estupro […] Esse assunto não deveria ser apenas, ou especificamente, de interesse das mulheres. É um assunto que interessa homens e mulheres engajados na construção de relações sociais mais justas e igualitárias”, escreveu.

Fonte: Verdade Gospel

30 de maio de 2016

Família missionária se torna perseguida porque menino de 6 anos canta louvores

A perseguição religiosa aos cristãos geralmente é associada ao fechamento de igrejas, proibição de pregações do Evangelho e expulsão dos fiéis de suas casas e cidades. Porém, um caso que simboliza bem a tensão em que esses fiéis sofrem foi noticiado recentemente pela Missão Portas Abertas: um menino que canta louvores passou a ser alvo de seus vizinhos.

O caso, registrado na Ásia Central, envolve a família de um líder cristão que, além dos desafios de pregar o Evangelho em um ambiente hostil, precisa administrar uma situação delicada com o próprio filho, que gosta de cantar.

A esposa do evangelista relatou à Portas Abertas que seu filho chamou a atenção por gostar de louvar a Deus: “Eu e meu marido temos um filho de 6 anos, ele é alegre e vive cantarolando alto. Infelizmente, isso é um grande problema para mim. Já estivemos na delegacia por causa de um motorista de táxi que disse aos policiais que meu filho vivia cantando músicas cristãs”, contou a mulher.

A paixão da criança pelo Evangelho atraiu a curiosidade dos vizinhos, e ele acabou se tornando um evangelista mirim, sempre respondendo perguntas a respeito do céu e a morte de Jesus: “Eu sei que ainda teremos muitos problemas por causa da espontaneidade dele. Uma criança de 6 anos não entende o motivo pelo qual devemos manter nossa fé em segredo. Tudo o que fazemos em nossa casa é secretamente, tanto os cultos quanto os seminários. É uma situação complicada, porque se eu disser para ele parar de louvar a Deus ou de compartilhar sobre Jesus, vou tirar dele o prazer de pregar o Evangelho dessa forma tão linda”, ponderou a mãe, preocupada.

Para 2017, a preocupação da família será dobrada, pois o menino irá para escola e, muito provavelmente, os colegas o questionarão sobre o que ele fez no final de semana, quais as histórias que seus pais contam e quais brincadeiras fazem. “Estamos nos preparando para um tempo de perseguição, mas até agora não sei o que dizer a ele ou que tipo de conselhos dar antes que as aulas comecem”, concluiu.

A Missão Portas Abertas pede oração por essa família e todos os outros irmãos em Cristo que formam a Igreja Perseguida ao redor do mundo, para que Deus os sustente em Sua graça.

Fonte: Gospel +

25 de maio de 2016

22 países árabes oferecem “proposta de paz” para Israel

Dois dias após o ministro israelense da Defesa, Moshe Yaalon, anunciar sua renúncia, afirmando não confiar mais no primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ainda se especula o que estaria acontecendo nos bastidores.

A decisão inesperada abriu caminho para que o ministério da Defesa fosse entregue ao ultranacionalista Avigdor Lieberman. Ele supervisionará as atividades do exército nos chamados “territórios ocupados”, da Palestina.

Surpreendentemente, 22 países árabes, incluindo a Arábia Saudita, os Estados do Golfo, Jordânia e Egito, anunciaram que estão prontos para discutir com Israel uma iniciativa de paz. Essa coalizão estaria disposta a mudar sua atitude em relação ao Estado judeu, o que incluiria retomada das relações diplomáticas, de acordo com o Israel National.

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31 de março de 2016

MPF repassa mais de 2 milhões de assinaturas contra a corrupção

O Ministério Público Federal devolveu, para movimentos sociais e de maneira simbólica, 2.028 milhões de assinaturas de apoio ao pacote de medidas anticorrupção idealizado pelo órgão na esteira da Operação Lava Jato, as chamadas “10 medidas”. O evento aconteceu na tarde desta terça-feira (29) na Procuradoria Geral da República. Dali, cerca de 500 a 600 pessoas, que lotaram um auditório no MPF, caminharam até a Câmara dos Deputados, onde entregam os projetos para congressistas da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção.

No evento, o coordenador da Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal, o subprocurador-geral da República Nicola Dino Costa Neto, disse que o evento não está associado à crise, por que passa o governo Dilma Rousseff, sob ameaça de um impeachment, em parte motivado pelas investigações da Lava Jato. “É preciso deixar bem claro que, apesar da coincidência temporal traçada pelo curso da história, o Ministério Público não é, definitivamente, agente desse grave instante político e nem é protagonista da crise, não lhe cabendo interferir em quaisquer cenários relativos a ela”, disse ele na abertura do evento. “O compromisso do Ministério Público é com a regularidade das investigações, com a efetividade do processo e, em outras palavras, a defesa da ordem democrática.

Ele repetiu palavras da Convenção da ONU em Mérida, no México, em 2003: “A corrupção ameaça a estabilidade e a segurança da sociedade ao enfraquecer as instituições e os valores da democracia, da ética e da justiça, ao comprometer o desenvolvimento sustentável”.
Ao ser chamado para entregar simbolicamente as assinaturas para representantes da sociedade civil, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, foi aplaudido pelos movimentos sociais.

A plateia gritou seu nome e o chamou de “patriota”. Ao discursar, porém, ele disse que o protagonismo do dia era da sociedade, que recolheu as assinaturas para a campanha e as levaria ao Congresso. Ele, outros procuradores e artistas, como Tiago Lacerda, Luana Piovani e Cássia Kiss, deixaram de ir ao Legislativo com o objetivo de não “roubar a cena” dos movimentos.

No Congresso, os movimentos foram recebidos por congressistas da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, presidida por Mendes Thame (PV-SP). Os parlamentares disseram esperar que a Lava Jato não atrapalhe a aprovação das “10 Medidas”. “Eu espero que prevaleça a vontade da maioria dos parlamentares não investigados, e os que são investigados pela Lava Jato e exercem funções preponderantes e de comando no Congresso, facilitem a tramitação dessa proposta para que possamos aprovar o mais rápido possível”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

As chamadas “10 medidas”, criadas pela Procuradoria Geral da República (PGR), contêm 20 propostas legislativas divididas em dez temas, e foram enviadas ao Congresso em maio do ano passado. A maioria tem origem na Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, assinada em Mérida, no México, em 2003, e ratificada pelo Brasil. No entanto, elas ganharam força com o impacto da Lava Jato, cuja força-tarefa no Paraná rabiscou as primeiras ideias ainda em 2014. Depois de consulta interna e popular para modificações, houve oito meses de campanha pelas ruas do país recolhendo assinaturas para os projetos de mudança nas leis brasileiras.

Fonte: Correio Braziliense